quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Correndo atrás do vento!

Estudar, trabalhar, viver na correria e ao final de tantas batalhas chegar à conclusão de que simplesmente corremos atrás do vento!

Corremos hoje quase que desesperadamente em busca de realização profissional e  de conquistas pessoais. O dia parece não ter horas suficientes para cumprir tantas tarefas. Os dias parecem mais curtos e nos frustramos ao nos dar conta que corremos, nos cansamos e ainda assim, não fizemos tudo que gostaríamos. E mesmo que tenhamos realizado tudo, percebemos que tudo era vaidade!

Acabamos então por chegar à mesma conclusão que chegou o rei Salomão. Ele mesmo, o que experimentou de quase tudo em sua vida: prosperidade, realização de grandes projetos, atividades emocionantes, etc... Após experimentar todas essas coisas, dirigido pela sabedoria que Deus o havia dado, o rei Salomão conclui que nada tinha sentido:

"Não me neguei nada que os meus olhos desejaram; não me recusei a dar prazer algum ao meu coração. Na verdade, eu me alegrei em todo o meu trabalho; essa foi a recompensa de todo o meu esforço. 
Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento; não há nenhum proveito no que se faz debaixo do sol." (Ec 2. 10-11)

Chegar a essa conclusão não é fácil. Entender que a vida não tem sentido é meio complicado. Isso dá um nó na cabeça. Mas e agora? Como devemos agir? Devemos parar de trabalhar, de estudar e de lutar por nossos objetivos?
Claro que não! Entendi que precisamos continuar a viver, mas precisamos pedir sabedoria a Deus para desfrutarmos dessa vida, não esquecendo que as coisas daqui são passageiras, as do alto são eternas!
Precisamos entender, assim como entendeu Salomão, que o essencial para o homem não é priorizar os valores daqui, mas o essencial é temer a Deus e obedecer aos seus mandamentos. (Ec 12.13), crendo que  somente na presença dEle é que encontramos o verdadeiro sentido da vida! 

É preciso também sermos cuidadosos, pois o mundo tem nos oferecido valores que parecem inofensivos, valores que prometem nos trazer felicidade. Sem nos darmos conta, desperdiçamos a vida buscando nossa felicidade em tudo, menos em QUEM deveríamos. 

Tenho entendido que não é possível abraçar o mundo, fazendo tudo que gostaria ao mesmo tempo. Sempre haverá um descontentamento... 
Além disso,  muitas vezes,  no nosso sistema de valores, priorizamos o que não é essencial!

Que a Palavra de Deus penetre em nossos corações e que possamos realmente vivê-la apesar de nossas imperfeições.

"Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mt 6.33)

Isso não é utopia, é um desafio!

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Vaidade

Busco na vida tantas coisas
Que nem sei por que razão
Fortaleço minha vontade
Pra que tudo aconteça do meu jeito

Corro enquanto acredito
Persisto até chegar ao fim
Pra descobrir lá no final
Que eu corri atrás do vento

O que eu preciso, os homens não podem dar
O que eu preciso, a prata não vai comprar
O que eu preciso, o mundo não pode dar
O que eu preciso, é habitar contigo, Oh Deus

Atraia-me , para perto de Ti
Esconda-me, Oh Deus!

(Heloísa Rosa)

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Que Deus nos dê sabedoria!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Uma só verdade!

É indiscutível que os milagres realizados por Jesus levaram multidões a seguí-lo. Quem não quer ter sua visão restaurada? Quem não quer presenciar uma multiplicação de pães quando se encontra em meio à fome? Os sinais feitos levaram multidões a seguir aquele homem que mandava que o mar se acalmasse e ele prontamente o fazia!
Mas algo me chama a atenção depois da realização de um desses milagres...
Depois de andar sobre o mar e ser seguido pela multidão, Jesus faz um discurso um tanto duro para aqueles que o seguiam. Acredito que Ele poderia até estar feliz pela quantidade de pessoas que o seguiam, que o ouviam, mas não poderia deixar de falar o que sentia:

“...a verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais milagrosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. " (Jo 6.26)


Ele questiona o fato das pessoas o buscarem pela comida que foi oferecida num dos milagres realizados também por Ele, a multiplicação de pães (Jo 6.1-14).
Jesus então enfatiza a importância da comida espiritual. É então nesse discurso que Ele declara:

 “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede." (Jo 6.35) 

O texto narra então que alguns daqueles discípulos sentiram aquelas palavras duras demais para suportá-las. Daquela hora em diante, muitos daqueles discípulos deixaram de seguí-lo!
 Ao ler esse texto, vi cenas do cristianismo atual, vi uma multidão de "crentes" correndo em busca da felicidade oferecida não pelo relacionamento com Cristo, mas a felicidade oferecida pela prosperidade tão pregada por aí. O evangelho fácil tem atraído muita gente, mas se a verdade realmente é dita como deve ser( doa a quem doer), muitos recuam... O evangelho do "ôba ôba" , da coletividade, da prosperidade, atrai! Mas se a provação vem, se as coisas não acontecem como as pessoas querem, elas simplesmente sentem-se desanimadas a prosseguir. O texto continua...naquele momento encontram-se agora os mais chegados, mas Jesus, de maneira segura, pergunta:


 “Vocês também não querem ir?” (Jo 6.67)

Ou seja, a verdade era aquela. Sendo dura ou não, aquilo precisava ser dito e eles precisavam saber e decidir se continuariam com Ele. Pedro (ele mesmo, o que o negou), prontamente respondia àquela pergunta:
 “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. " (Jo 6.68)


Pois é, reflito também em quão fácil é falar, quão difícil torna-se agir! Mas algo me incomoda ao ler sobre isso. Muitas pessoas param por não querer decepcionar a Deus. Pedro desistiu depois de tê-lo negado?
Precisamos prosseguir e poderemos até cair, falharmos com o nosso Deus. Ele não se escandaliza com as nossas fraquezas, conhece cada uma delas! Mas não podemos continuar a buscar a Deus pelo que Ele nos oferece, e muito menos pela facilidade imposta por aí. O evangelho não nos mostra a riqueza ou o milagre, como maneiras pelas quais devemos chegar ao Pai. Se estivermos ligados a coisas passageiras, passageira também será a nossa ligação com Deus. 
Ele é o pão da vida! Ele é a videira, da qual nós somos os ramos, ou estamos realmente ligados a Ele, ou não poderemos fazer nada! (Jo 15.5). Precisamos buscá-lo pelo que Ele é e por dependermos dEle!
Que o nosso desejo seja:  não viver o evangelho do comodismo, do que é "melhor pra mim", mas o evangelho da Verdade, que dura ou não, aceitando ou não, continuará sendo a "Verdade".

Lembre-se: só há uma maneira de chegar ao Pai:


 “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." (Jo 14.6)


Penso em quantos morreram por proclamar a Verdade...
Penso em quantos deixam de proclamar essa mesma Verdade, por medo de ter as Igrejas menos cheias...
Penso que a começar por mim, preciso conhecer a Verdade, vivê-la e proclamá-la, custe o que custar! Eis aí um grande desafio!
Chega de viver um evangelho sem conversão, sem transformação de vida, sem santificação!
♫♪ "Eu acredito no evangelho que me chama
Para viver a simplicidade
De uma vida convertida e comprometida
Com Deus e a humanidade" ♫ 
(Gustavo Legal)
 
Que sejamos fortalecidos e cresçamos na graça e no conhecimento de Deus!

domingo, 19 de junho de 2011

Como lírio entre espinhos...

É exatamente assim que nos sentimos muitas vezes!
O Lírio é uma bela flor silvestre que cresce entre espinhos nos campos da Palestina. O livro de Cantares nos traz uma referência a esse tipo de flor:

"Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha querida entre as donzelas." (Cantares 2:2)

Existe uma comparação entre o Lírio e a Igreja.
Entendo que somos considerados como lírio entre espinhos porque fomos separados do mundo das trevas, somos privilegiados por isso e podemos nos alegrar diante de tudo que Deus nos oferece, do seu grande amor com que nos amou, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8), mas não podemos nos esquecer que, querendo ou não, vivemos nesse mundo que jaz no maligno (1 Jo 5.19). E diferente do que é pregado por aí, o evangelho não nos diz que viveremos apenas de momentos de bonança. O próprio Jesus nos adverte de que nesse mundo teríamos aflições. (João 16.33)

O Senhor nos vê como Lírios, que fazem a diferença em meio aos espinhos, representados por essas aflições, por tanta sujeira, violência, injustiça..

Fazendo a diferença e crescendo apesar dos obstáculos, precisamos entender que os espinhos, ora ou outra, podem nos machucar. As tempestades, injustiças, ofensas e tantas outras adversidades podem nos atingir, mas existe algo incrível que precisa acontecer em meio a tudo isso: Precisamos continuar a exalar o bom cheiro de Cristo!


Não esconderemos que de fato temos problemas e que os espinhos desse mundo nos machucam, mas precisamos continuar o caminho, precisamos aprender com os erros e prosseguir, precisamos nos colocar na dependência de Deus, crendo que é justamente nas nossas fraquezas que o Seu poder se aperfeiçoa (2 Cor 12.9). 

Embora seja difícil para nós, humanos e falhos, precisamos continuar a crescer, em meio a esses espinhos, para que o nome do Senhor seja glorificado. Precisamos ter a certeza de que Deus cuida de nós e nos dá o crescimento, nos dá vida e vida abundante!

Que possamos nos lembrar: Lírio tem perfume, somos o bom cheiro de Cristo! Exalemos pois o bom perfume de Cristo em nosso modo de viver!

“ E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar o cheiro do seu conhecimento. 
Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem.” (2 Cor 2 14-15)

Que Deus nos abençoe e nos fortaleça a cada dia!


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